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08 fevereiro, 2009

O Leitor (Um filme que podia ter dado certo)


Se alguém lhe convidasse para assitir um filme sobre um romance entre um adolescente e uma mulher madura, sendo esse romance ambientado em meio ao Holocausto judeu. Você aceitaria o convite?

Não está confiante?

O filme foi indicado ao Oscar, cinco vezes pelo Melhor Roteiro Adaptado (David Hare), Melhor Fotografia (Chris Menges, Roger Deakins), Melhor Atriz, Melhor Diretor (Stephen Daldry) e Melhor Filme.

E mais, o filme tem como atores principais a encantadora Kate Winslet e o Fantástico Ralph Fiennes.

Sei o que está pensando, toparia na hora. Certo?

Eu pensei igual.

E foi uma das minhas maiores decepções cinematográficas...

O Roteiro
Um emaranhado de possibilidades não concluídas.

Atores
Kate Winslet, interpreta Hanna, uma alemã pobre que trabalha em um bonde e remoída pela tristeza busca nos braços de um jovem garoto, Michael, uma felicidade efemêra, além de um pouco de cultura pois antes das tardes de sexo, o rapaz lê clássicos da litaratura mundial para Alemã.

Ralph Fiennes é o garoto em sua fase adulta, mas a sua atuação é tão apagada que merece um bom silêncio.

David Kross, interpreta um jovem, que encontra um mulher mais velha e fica desconcertado e apaixonado. Nada que alguém na idade dele não fizesse. Em resumo, qualquer ator juvenil que fizesse aquele papel faria parecido.

A Cena
Durante o Julgamento de Nuremberg, Hanna é acusada de selecionar judias para voltar para Auschwitz, o que seria considerado crime de guerra.

Ao ser pressionada pelo juiz, para que apresentasse os motivos de tal seleção, ela respondeu com uma sinceridade fria e depois com uma indagação.

Fazíamos por que não havia espaço para os novos refugiados e lançou ao juiz a seguinte pergunta:

O que o senhor você faria no meu lugar?

A cara do juiz sem resposta, é impagável.

O Filme
Muito fraco, pois ...

Não aprofundou a discussão sobre a moralidade, os conflitos familiares, amores não padronizados e nem mesmo Holocausto

Não foi inovador nas cenas de sexo.

E exagerou no politicamente correto.

Comentário Pessoal
Errar em escolher filme, não é o meu forte, mas dessas vez o alvo não passou nem perto. Foi uma tarde extremamente chata, devido ao filme.

Mas o que mais me impressiona é a escolha do Oscar.

Premiar um filme que não tem continuidade, inovação e ousadia, só nos resta a pensar que o filme foi escolhido pelo Tema, o que me desculpe os judeus, é uma grande bobagem!

Dicas

Critica de Lais Cattassini
http://www.cinemacomrapadura.com.br/criticas/1289/leitor,_o_(the_reader_2008)

Release do Adorocinema
http://www.adorocinema.com/filmes/leitor/leitor.asp

01 fevereiro, 2009

O Curioso caso de Benjamin Button




Assistir um filme é uma experiência que pode variar entre o óbvio e o fantástico, sendo o meio termo entre os dois o mais comum, considerando que você saiba escolher filmes.


Porém quando o filme que você assiste é fantástico, você tem um obrigação histórica de comentar com o maior número possível de pessoas.


Esse filme é O curioso caso de Benjamin Button, uma história surreal de um garoto que ao nascer possui todas as doenças de uma pessoa velha, mas para sorte do garoto irá rejuvenescer até atingir a idade de uma criança.

Atores:

O filme tem excelentes atores, nos quais destaco Brad Pitt (Benjamin), Cate Blanchett (Daisy) e Tilda Swinton.

A Cena:

A cena com brilho especial é quando Cate se insinua para um Brad Pitt boquiaberto, em uma dança sensual, sendo ela coberta pela beleza da noite.

O roteiro:

O roteiro é ágil, divertido e dramático, tudo na dose certa. Três horas quase impercepitíveis, tiradas humorísticas fiéis a um bom Stand Up Comedy e um drama sóbrio que mostra a dor, sem torná-la o fim do mundo.

O filme:

Quase perfeito, com exceção de algumas proximidades desnecessárias com o Forest Gump e a falta de raiva em quase todo o filme do Brad Pitt (imagine a sua infância em uma cadeira de rodas ou a sua maturidade longe da mulher que ama ).


Mas se foi quase perfeito, quem é o responsável? Digo que são dois, o primeiro o autor do conto F. Scott Fitzgerald e em segundo David Fincher, diretor do filme. A obra já é prima, mas contada com habilidade terá a capacidade de atingir mais pessoas.


Comentário mais que pessoal:

Assistam o filme de mente aberta e perceba por mais estranho que seja a narrativa, por mais que a sequência cronológica seja díspare, é o momento que importa, pois mesmo com cem anos ou sem idade a registrar, haverá sempre momentos marcantes e o Benjamin soube viver cada momento.



A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

Maquiagem, Fotografia, Som, Música deixo para os especialistas, eles que comentem.


Dicas:

Uma interessante Crítica, com Amenar Neto
http://www.cinemacomrapadura.com.br/criticas/1277/curioso_caso_de_benjamin_button,_o_(the_curious_case_of_benjamin_button_2008)
O trailler: