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16 janeiro, 2012

Escudo e suas rachaduras

 

17:00. O dia não podia ter sido pior para ele. Várias reuniões. Muitas ligações. Fast Food e trânsito lento.

Olha para o painel do carro, calcula a rota no celular e percebe que o escritório já não é mais uma opção. Duas ligações são feitas e o expediente encerra naquele minuto.

Sentiu-se um pouco aliviado e talvez por isso percebeu que estava próximo da praia. Resolve estacionar, mas displicente, quase atropela um mendigo. Relutante, olha para todos os lados e resolve descer. Leva consigo, apenas o que importa: Carteira, celular e o tédio.

Avista ao longe um lugar, que está ligada por uma pequena estrada de tijolos... vermelhos e sujos.

Caminha lentamente, mantendo a cabeça se altiva mesmo seu ânimo estando em cacos, percebe que se aproxima do lugar que já foi um marco de esperança.

Aperta o passo e desvia uma parte do caminho pois ao seu encontro uma senhora iria lhe oferecer uma flor e Deus é prova quanto ele não suporta aquelas pessoas.

A estrada finda e ele se deixa levar pelo o ambiente. Ousa sentar no mesmo lugar e fecha os olhos. A sua mente viaja por doze longos anos.

17:37. A brisa fazia os cabelos dela tocarem o seu rosto. Ao fundo um violão emitia um som pop de um banda que o agradava. Os olhos dela miravam um horizonte rajado de vermelho e os últimos raios de sol realçavam a pele morena e no seu olho esquerdo ele via o sol desistindo de mais um dia. Fascinado, admirava aquela mulher, tal qual um artista admira a obra-prima de um colega e rendido ele pede um beijo, algumas palavras foram ditas e ela reluta de forma tímida, esperando uma decisão dele, que veio logo em seguida. Naquele momento, ele sentiu que o universo tinha apenas dois metros e que o oxigênio não era mais essencial. A vida tinha ganhado sentido pela primeira vez...

17:30. Ele abre os olhos. Percebe que a brisa quase estoura os seus ouvidos. Alguns adolescentes entoam um música pop que ele odeia. O céu vermelho parece sangrar e os últimos raios solares o fazem lembrar que o engarrafamento de logo mais, fará com que ele fique preso no trânsito por uma hora

Levanta-se e constata que a sua armadura, forjada com as frustrações, rotina e objetividade ainda tinha suas frestas. Dá as costas para o sol poente e por um instante tem o impulso de olhar para trás, mas ele sabe que verdadeiro sol na verdade já se escondeu há doze anos e depois, cada dia foi apenas uma imitação de mal gosto.

Technorati Marcas: ,

14 janeiro, 2012

Escolha e Morte

 

Neste sábado ensolarado, um livro emprestado por um amigo foi meu companheiro.

A estética do livro é de uma beleza única, pois são quadrinhos de gente grande, criado por gente que não desaprendeu a sonhar.

O texto é simples, porém ataca os nossos sentimentos mais enraizados, diria que ele procura atingir os nossos instintos: sexo, felicidade, paixão e morte são correntes em todo o texto. A narrativa flui despretensiosa e mesmo parecendo anárquica faz todo o sentido depois que você termina a última página.

O tema central é a escolha que fazemos cotidianamente. Como essas escolhas podem influenciar o nosso futuro? Como é perigoso tentar antever as consequências.

Os personagens são todos secundários pois a sensação latente é que o protagonista é você, pois em cada situação, você pergunta para si mesmo. Será que fiz a escolha certa?

Não espere desses dois, o humor negro da moda ou mesmo o sarcasmo vil, desprenda as suas amarras e aceite o convite para ser um turista de sua própria vida!

http://web.hotsitepanini.com.br/vertigo/series/daytripper/

http://10paezinhos.blog.uol.com.br/tiras/

 

Technorati Marcas: ,

04 janeiro, 2012

Quero te pegar histérica

Ela – Meus Deus, esse ônibus que não chega.

Ele – Mas não faz nem trinta segundos que você chegou.

Ela – Eu sei, mas me disseram que ontem teve arrastão nesse ponto...

Ele – Não se preocupa, eu te protejo!

Ela – Meu Deus, esses assaltantes que não chegam.

 

Obs. Uma singela homenagem a um dos blogs que eu mais curto e recomendo http://querotepegarsobrio.wordpress.com/ 

Technorati Marcas: ,,

21 setembro, 2010

Deusa Verde

Gente estranha, música alta, mulheres possíveis e impossíveis, alguns amigos e muitos desconhecidos. Muita gente, pouco espaço.

Tudo parecia normal rotineiro, eis que no canto qualquer, surge uma deusa: altura exata, pernas torneadas, seios do diâmetro da minha mão, pele branca igual ao meu espanto, cabelos negros como a minha alma.

Ela dançava freneticamente, como se a vida fosse o único palco e a dança um conexão com Deus, que orgulhoso assistia sua criação.

A Deusa parece dominar aquele espaço, pouco mais de um metro e meio de uma circunferência perfeita, talhada por algum artista cósmico, quem em seus sulcos, jogou sal, pois impedia que vampiros sedentos, sequer sentissem o seu cheiro.

Os seres que a cercavam começaram a desaparecer um a um, como uma medusa ao avesso todos viraram estátuas de espelho, não existiam mais pessoas ou objetos só ela e o tempo, que rendido parou.

16 agosto, 2010

Amor e o Gelo

Vê-la ao longe fez meu coração palpitar
Logo lembrei das tardes quentes que passamos
Do doce engodo de corpos que credos, se entregavam

Vê-la em detalhes fez o meu coração desacelerar
Lembrava dos dias que preferi a TV ao engodo,
Preferia a fé em meu time ao toque de suas mãos

Sentir o seu cheiro me deu náuseas
O perfume barato era a ponta do um Iceberg,
Coberto de suas roupas simples e maquiagem infantil

Ouvir sua voz, me deixou confuso ...
Por apenas um momento,
Pois gemidos não sobrepõem-se a frases vazias

Foi o Oi mais lento da história...

07 junho, 2010

Vontade ou Saudade

O tempo costuma turvar lembranças.
Faz com que imagens comuns tornem-se fantásticas
Faz com que o fantástico torne-se óbvio.

Sinto algo por ti que parece, às vezes, óbvio,
Mas na verdade sempre foi confuso.
Se no passado a confusão foi algo bom...

Pois nos momentos de incerteza parecia um porto seguro,
Hoje o algo, é um furação ainda rodopia dentro de uma alma calejada.
Ter feito parte desse rodopio, foi intenso mas esclarecedor.

Se não esclareceu o que eu sinto,
Definiu o que eu não posso sentir por você.

Hoje me pergunto se é a saudade de um instante bom,
ou a vontade em um outro improvável momento que ainda...

me faz sentir enjôos.

02 novembro, 2009

Não existem vencedores

A tua imagem no espelho é a própria aspirando humanidade
A minha imagem refletida, a ironia buscando identidade
Duas imagens uma tentativa.
Dois sentimentos, um ferimento apenas?
Vidro e mármore em um duelo.
Cortantes maciças engasgaram as veias do ar.

Calar é...

As palavras no cubículo da razão
São mais vivas, mais doces, concisas, corretas...
Mas basta elas transporem o imaginário,
Ganharem o corpo
E os mecanismos vitais as derem a armadura do som,
Para elas tornarem-se frágeis, inócuas, marionetes...
Amar é ficar calado.

Perdão

Encontrei um corpo entre escombros e folhas
Com os olhos e bocas vendadas
O tempo se fazia presente

Aproximação parecia improvável
Mas o pavor se transformou
Em colar de falso ouro.

A imagem augusta e angelical
Era de um corpo cego e incompleto
Unido pelo passado

Os braços longe do corpo abraçavam
o futuro
As pernas retorcidas formavam
Um sinal cristão.
O silêncio e eternidade beijavam-se
Invejados pela dor.

Esperei que segundos imastigáveis,
Lágrimas trouxessem.
Veio um sorriso, leve e calmo
Que meu colar escondei de Deus
Corri buscando o presente

Uma espessa e única gota cai do céu havia perdoado mais uma vez.

01 novembro, 2009

Santíssima Trindade

Um estrondo invade meu quarto
Através de uma ferida em minha janela,
Rabisca meus quadros,
Faz pouco caso das minhas fotografias,
Filosofa sobre os meus livros
E paira no incólume pingente
Que carinhosamente roubei.

Um zunido envolve minha cama,
Mantendo a distância
Comum ao pedantes.
Ficamos em um jogo sensorial
De contemplação
A inquietação e a inércia duelam
Naquela Celeuma psicodélica e dolorosa
Mas o relógio pára e
O instante recomeça.
Uma vereda surge na parede e
O zunido desaparece

Agora um arquejo utiliza meu corpo,
Confunde o meu tato,
Combina sabores em meu paladar e
Inutiliza meu olfato.
Totalmente fragmento, percebo:
Há centelhas em meus olhos e
Radares em meus ouvidos.
Meu instinto predador é ativado
(isso me incomoda)
Abro as janelas e as possibilidades...

Procuro a gênese dos acontecimentos, mas...
Não vejo gatos.
Não vejo carros.
Não vejo bêbados.
Até as estrelas fogem de meu instinto.
deus, o que me incomoda tanto?
(Dores de cabeça e um momento de Lucidez)
É o silêncio chorando
Por medo da solidão.

11 junho, 2009

Informática

*Esse povo que trabalha por telefone tambémsofre... Coitados!!!

Veja o que aconteceu em um Suporte Técnico de Informática.
Esta é uma historia verídica que ocorreu em uma famosa empresa de São Paulo.
Não precisaria dizer que a pessoa que trabalhava nos uporte foi demitida, mas ''ela esta movendo um processo contra a organização, que a demitiu por ''justa causa.
Segue o diálogo entre o ex-funcionário e o cliente daempresa:

- Help desk assistência, posso ajudar?
- Sim, bem... estou tendo problema com o Word.
- Que tipo de problema?
- Bem, eu estava digitando e, de repente, todas as palavras sumiram.
- Sumiram?
- Elas desapareceram. Nada.
- Nada?
- Está preta. Não aceita nada que eu digite.
- Você ainda está no Word ou já saiu?
- Como posso saber?
- Você vê o Prompt C: na tela?
- O que é esse 'promete-se'?
- Esquece. Você consegue mover o cursor pela tela?
- Não há cursor algum. Eu te disse, ele não aceita nada que eu digite.
- Seu monitor tem um indicador de força?
- O que é monitor?
- É essa tela que parece com uma TV. Ele tem uma luzinha que diz quando está ligado?
- Não sei.
- Bom, olhe atrás do monitor, então veja aonde estáligado o cabo de força. Você consegue fazer isso?
- Acho que sim.
- Ótimo. Siga para aonde vai o cabo e me diga se ele está na tomada.
- Tá sim.- Atrás do monitor, você reparou que existem dois cabos?
- Não.- Bom, eles estão aí. Preciso que você olhe e ache ooutro cabo.
- Ok, achei.
- Siga-o e veja se ele está bem conectado na parte traseira do computador.
- Não alcanço!
- Hum. Você consegue ver se está?
- Não.- Mesmo se você ajoelhar ou se debruçar sobre ele?
- Ah, não, tá muito escuro aqui!
- Escuro?
- Sim, a luz do escritório tá desligada, e a única luz que eu tenho vem dajanela, lá do outro lado.- Bom, acenda a luz então!
- Não posso.
- Por que não?
- Porque estamos sem energia.
- Estão... sem energia...?
Longa pausa...
- Ah! ok, descobrimos o problema agora! Você ainda tem acaixa de papelão e os manuais que vieram com o seu micro?
- Sim, estão no armário.
- Bom! Então, você desconecta o seu sistema, pega tudo,empacota e leva devolta para a loja.
- Sério?? O problema é tão grave assim?
- Sim, temo que seja.
- Bom, então tá. E o que eu digo na loja?
- Diga que você é BURRO demais pra ter um computador!!!

03 maio, 2009

Aos Meus Heróis

                       Julinho Marassi E Gutemberg

Faz muito tempo que eu não escrevo nada,
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida.

Quero fazer uma canção mais delicada,
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir sua cabeça pro meu tema.

Que fique claro, a juventude não tem culpa.
É o eletronic fundindo a sua cuca.
Eu também gosto de dançar o pancadão,
Mas é saudável te dar outra opção.

Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço
E não me esqueço das riquezas do passado.

Eu quero "a benção" de Vinícius de Morais,
O Belchior cantando "como nossos pais",
E se eu quiser falar com Gil sobre o Flamengo,
"O que será" que o nosso Chico tá escrevendo.

Aquelas "rosas" já "não falam" de Cartola
E do Cazuza "te pegando na escola".
To com saudades de Jobim com seu piano,
Do Fábio Jr. Com seus "20 e poucos anos".

Se o Renato teve seu "tempo perdido",
O Rei Roberto "outra vez" o mais querido.
A "agonia" do Oswaldo Montenegro
Ao ver que a porta já não tem mais nem segredos.


Ter tido a "sorte" de escutar o Taiguara
E "Madalena" de Ivan Lins, beleza rara.
Ver a "morena tropicana" do Alceu,
Marisa Monte me dizendo "beija eu"
Beija eu, beija eu
deixa que eu seja eu (2x)


O Zé Rodrix em sua "casa no campo"
Levou Geraldo pra cantar num "dia branco".
No "chão de giz" do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Benjor, Tim Maia e Rita Lee.

Pedir ao Beto um novo "sol de primavera",
Ver o Toquinho retocando a "aquarela",
Ouvir o Milton "lá no clube da esquina"
Cantando ao lado da rainha Elis Regina.

Quero "sem lenço e documento" o Caetano
O Djavan mostrando a cor do "oceano".
Vou "caminhando e cantando" com o Vandré
E a outra vida, Gonzaguinha, "o que é?"

Atenção DJ faça a sua parte,
Não copie os outros, seja mais "smart".
Na rádio ou na pista mude a seqüência,
Mexa com as pessoas e com a consciência.

Se você não toca letra inteligente
Fica dominada, limitada a mente.
Faça refletir DJ, não se esqueça,
Mexa o popozão, mas também a cabeça.

Veja o Vídeo

12 abril, 2009

Lancinante

De novo aqui, caro cupido?
Teus voôs rasos e olhar sagaz
Ao observar as pessoas sobre o cais.
Gente fria de andar ríspido.

Observa a todos esses seres,
Invejo a liberdade deles
E por isso os odeia a esmo,
Com ódio inspirado nos mesmos.

Sofrimento em todo o lugar.
Sentimento que turva a alma.
Cheiro fétido que polui o ar.

Análise finda, parte à ação.
Como não pode curar feridas,
As inflama, com flechas de paixão.

20 março, 2009

ATO III - Cena I - Hamlet


Ser ou não ser... Eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer... dormir... mais nada... Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer.., dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando alfim desenrolarmos toda a meada mortal, nos põe suspensos. É essa idéia que torna verdadeira calamidade a vida assim tão longa! Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis amorosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte — terra desconhecida de cujo âmbito jamais ninguém voltou — que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados? De todos faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem. Mas, silêncio! Aí vem vindo a bela Ofélia. Em tuas orações, ninfa, recorda-te de meus pecados.

Obra Completa - http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/hamlet.html

17 fevereiro, 2009

Berenice

De que matéria são feitas as mulheres?
Do pó brilhante das estrelas
Ou do vapor calcinante do Deus Sol

Como será possível nos encantar
a luz da noite, inebriar nossos sentidos
a luz do dia e nos trazer a crua e monótona
realidade, na madrugada seguinte

Não... não adianta buscar respostas,
Pois não existem manuais,
apenas a fria impressão que um
dia elas serão decifradas por algum ser
superior aos homens.

Enquanto não as entendemos
sejamos bobos, busquemos a dor
lancinante das queimaduras de terceiro grau
junto com o ofuscamento da poeira estelar
Sejamos engolidos pelas supernovas
Sejamos caçadores da beleza feminina

09 fevereiro, 2009

Luminus

Brilho é a irradiação do momento
Vidas sem brilho são vaga-lumes aleijados
Não lhes falta asas nem luminosidade
Mas a vontade de iluminar

Seja uma luz auto-suficiente
Esperar pela energia alheia
É contar com o improvável

Ser feliz é fingir-se de sol
Irradiar a todos os que o cerca
Furar o manto da escuridão
Deixando a luz transpassar o medo

08 fevereiro, 2009

O Leitor (Um filme que podia ter dado certo)


Se alguém lhe convidasse para assitir um filme sobre um romance entre um adolescente e uma mulher madura, sendo esse romance ambientado em meio ao Holocausto judeu. Você aceitaria o convite?

Não está confiante?

O filme foi indicado ao Oscar, cinco vezes pelo Melhor Roteiro Adaptado (David Hare), Melhor Fotografia (Chris Menges, Roger Deakins), Melhor Atriz, Melhor Diretor (Stephen Daldry) e Melhor Filme.

E mais, o filme tem como atores principais a encantadora Kate Winslet e o Fantástico Ralph Fiennes.

Sei o que está pensando, toparia na hora. Certo?

Eu pensei igual.

E foi uma das minhas maiores decepções cinematográficas...

O Roteiro
Um emaranhado de possibilidades não concluídas.

Atores
Kate Winslet, interpreta Hanna, uma alemã pobre que trabalha em um bonde e remoída pela tristeza busca nos braços de um jovem garoto, Michael, uma felicidade efemêra, além de um pouco de cultura pois antes das tardes de sexo, o rapaz lê clássicos da litaratura mundial para Alemã.

Ralph Fiennes é o garoto em sua fase adulta, mas a sua atuação é tão apagada que merece um bom silêncio.

David Kross, interpreta um jovem, que encontra um mulher mais velha e fica desconcertado e apaixonado. Nada que alguém na idade dele não fizesse. Em resumo, qualquer ator juvenil que fizesse aquele papel faria parecido.

A Cena
Durante o Julgamento de Nuremberg, Hanna é acusada de selecionar judias para voltar para Auschwitz, o que seria considerado crime de guerra.

Ao ser pressionada pelo juiz, para que apresentasse os motivos de tal seleção, ela respondeu com uma sinceridade fria e depois com uma indagação.

Fazíamos por que não havia espaço para os novos refugiados e lançou ao juiz a seguinte pergunta:

O que o senhor você faria no meu lugar?

A cara do juiz sem resposta, é impagável.

O Filme
Muito fraco, pois ...

Não aprofundou a discussão sobre a moralidade, os conflitos familiares, amores não padronizados e nem mesmo Holocausto

Não foi inovador nas cenas de sexo.

E exagerou no politicamente correto.

Comentário Pessoal
Errar em escolher filme, não é o meu forte, mas dessas vez o alvo não passou nem perto. Foi uma tarde extremamente chata, devido ao filme.

Mas o que mais me impressiona é a escolha do Oscar.

Premiar um filme que não tem continuidade, inovação e ousadia, só nos resta a pensar que o filme foi escolhido pelo Tema, o que me desculpe os judeus, é uma grande bobagem!

Dicas

Critica de Lais Cattassini
http://www.cinemacomrapadura.com.br/criticas/1289/leitor,_o_(the_reader_2008)

Release do Adorocinema
http://www.adorocinema.com/filmes/leitor/leitor.asp

02 fevereiro, 2009

Brasil é 8º em ranking de transparência do gasto público

GUSTAVO URIBE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Brasil está na oitava posição do ranking de países de maior transparência na administração dos gastos públicos, de acordo com relatório divulgado ontem pelo International Budget Partnership (IBP), instituto americano responsável por analisar e monitorar a transparência de governos na divulgação de seus gastos.

Em estudo realizado com 80 países durante o ano passado, o relatório aponta que cerca de 80% deles não prestam contas de seus gastos.Para medir a diferença no grau de transparência entre os países, o instituto criou o Open Budget Index, que vai de 0 a 100%. No ranking da IBP, o governo federal brasileiro atingiu 74%, ficando à frente da Alemanha (64%), Índia (60%) e Rússia (68%). O relatório aponta que os dados fornecidos aos brasileiros quanto aos gastos públicos são "satisfatórios", elogiando o compromisso do Brasil em divulgar seus dados e a possibilidade da população de acompanhar os gastos e planos anuais de governo.

No entanto, o IBP indica que o País tem "certa dificuldade em monitorar os seus gastos" e só os publica uma vez por ano, uma vez que o ideal seria publicá-los a cada semestre. Outra crítica ao Brasil é a falta de clareza na divulgação das informações, que, em "linguagem técnica", torna pouco acessível o entendimento do público em geral, com o que concorda o coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), João Roberto Lopes, entidade responsável pelo envio de informações ao IBP. "No Brasil, é possível acompanhar os dados orçamentários pela internet, com um bom nível de detalhamento, embora a linguagem usada não seja tão compreensível a todos", disse.

Segundo Lopes, apesar da boa classificação, o Brasil apresenta gargalos na divulgação das contas do governo, principalmente em estatais como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF). "O orçamento não contempla os gastos das grandes estatais, o que permite irregularidades e investimentos que não são de interesse da população", afirmou.

Os mais e menos transparentes

Os países que apresentaram informações insuficientes, segundo o ranking, foram Sudão (0), Arábia Saudita (1%), Argélia (1%), República Democrática do Congo (2%) e São Tomé e Príncipe (2%). Outros que também apresentaram níveis de baixa transparência foram Bolívia (6%), Honduras (11%) e China (14%).

Alguns países foram classificados como altamente transparentes e disponibilizam grande quantidade de dados para a população durante o processo orçamentário, como Reino Unido (88%), África do Sul (87%), França (87%), Nova Zelândia (86%) e Estados Unidos (82%).

Dentre os mais transparentes, há tanto países desenvolvidos quanto nações em desenvolvimento. A presença da África do Sul, bem como Eslovênia, Sri Lanka e Botsuana (todos fornecendo informações significativas para suas populações), demonstra que países em desenvolvimento, segundo o relatório, podem obter transparência se houver vontade suficiente dos seus governos de serem abertos e de prestar contas a sua população.

Fonte:
http://www.estadao.com.br/
http://www.internationalbudget.org/


Comentário pessoal:
Indepedente de cor partidária ou ideológica, essa é uma notícia que faz bem para o ego. Afinal somos vitoriosos em campanhas, mas os títulos nunca são honrosos.

Tudo está perfeito. Certo? Muito pelo contrário, porém a transparência nos gastos ajuda a fiscalização por parte da sociedade e influencia no bom aproveitamento do nosso dinheiro. Parabéns gestores, melhorem ainda mais!

01 fevereiro, 2009

O Curioso caso de Benjamin Button




Assistir um filme é uma experiência que pode variar entre o óbvio e o fantástico, sendo o meio termo entre os dois o mais comum, considerando que você saiba escolher filmes.


Porém quando o filme que você assiste é fantástico, você tem um obrigação histórica de comentar com o maior número possível de pessoas.


Esse filme é O curioso caso de Benjamin Button, uma história surreal de um garoto que ao nascer possui todas as doenças de uma pessoa velha, mas para sorte do garoto irá rejuvenescer até atingir a idade de uma criança.

Atores:

O filme tem excelentes atores, nos quais destaco Brad Pitt (Benjamin), Cate Blanchett (Daisy) e Tilda Swinton.

A Cena:

A cena com brilho especial é quando Cate se insinua para um Brad Pitt boquiaberto, em uma dança sensual, sendo ela coberta pela beleza da noite.

O roteiro:

O roteiro é ágil, divertido e dramático, tudo na dose certa. Três horas quase impercepitíveis, tiradas humorísticas fiéis a um bom Stand Up Comedy e um drama sóbrio que mostra a dor, sem torná-la o fim do mundo.

O filme:

Quase perfeito, com exceção de algumas proximidades desnecessárias com o Forest Gump e a falta de raiva em quase todo o filme do Brad Pitt (imagine a sua infância em uma cadeira de rodas ou a sua maturidade longe da mulher que ama ).


Mas se foi quase perfeito, quem é o responsável? Digo que são dois, o primeiro o autor do conto F. Scott Fitzgerald e em segundo David Fincher, diretor do filme. A obra já é prima, mas contada com habilidade terá a capacidade de atingir mais pessoas.


Comentário mais que pessoal:

Assistam o filme de mente aberta e perceba por mais estranho que seja a narrativa, por mais que a sequência cronológica seja díspare, é o momento que importa, pois mesmo com cem anos ou sem idade a registrar, haverá sempre momentos marcantes e o Benjamin soube viver cada momento.



A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

Maquiagem, Fotografia, Som, Música deixo para os especialistas, eles que comentem.


Dicas:

Uma interessante Crítica, com Amenar Neto
http://www.cinemacomrapadura.com.br/criticas/1277/curioso_caso_de_benjamin_button,_o_(the_curious_case_of_benjamin_button_2008)
O trailler: