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19 dezembro, 2012

NO LUGAR CERTO

Cansei de te procurar nas músicas, filmes ou entre as pedras de gelo que ficam no fundo do copo, e bati em sua porta...

30 outubro, 2012

CONFLITO

Para ler ouvindo "Nocturne Op. 9 nø 2" de Chopin:
http://www.youtube.com/watch?v=YGRO05WcNDk




- Você sempre estará bem guardado no meu coração. – e assim, ela desligou.

Ele permaneceu sentado olhando para o telefone. Pensou se aquele era o momento de apagar o contato dela da agenda. Depois “espanou” a ideia como quem afugenta um inseto. “Uma muriçoca”, ela diria.
De nada adiantaria, pois ele tinha aquele número impregnado nele assim como o perfume dela, o sorriso, o jeito que arrumava o cabelo e tantas outras coisas.
Quando finalmente conseguiu levantar só tinha em mente um único lugar para ir: um bar.
Nunca recorreu à bebida para “resolver” problemas, mas, tinha a certeza, que só a bebida acalmá-lo-ia.
Como a pessoa sensata que era, começou elencar todos os prós e contras daquela relação e chegou ao cruel resultado de um empate.
Tanto a amava, quanto a odiava. Tanto precisa dela, quanto queria viver só.
A dor, sua velha companheira, estava lá, fazendo-o remoer toda possibilidade de felicidade não vivida. Queixar-se de tudo que tentou e ela não permitiu. Arrepender-se de tudo o que ela quis e ele negou-lhe.
“Vou-me embora desta cidade!”, pensou num rompante como única possibilidade de fuga do sofrimento.
“De que adianta ir embora daqui, se carrego comigo meu coração!”, constatou derrotado pela certeza de um longo e doloroso sofrimento.
Lembrou mais uma vez de seu sorriso e perguntou-se se ela estaria sorrindo naquele momento... E foi quando teve a revelação: tudo o que mais queria, era a felicidade dela. Portanto, se ela – em algum lugar – estava sorrindo e feliz naquele instante, ele também deveria estar feliz.
Ergueu o copo, brindou à felicidade dela, tragou a bebida – que lhe pareceu insípida –, pagou a conta, levantou-se e saiu.
E sua dor, que nunca o deixou, o acompanhou pela rua já vazia...

16 junho, 2012

SONHAR, SONHAR...

Levantou-se de supetão da cama. Respiração pesada e suando muito.
A esposa acordou.

- Teve um pesadelo, amor?
- Aham.
- Relaxa, foi só um sonho. Deita. Vem dormir, vem. - disse tentando acalmá-lo.

Mas era justamente dormir o problema! Sabia que, se dormisse novamente, teria o mesmo sonho: Sonharia com aquela que sempre foi o grande amor da sua vida, lhe abandonando mais uma vez.

09 maio, 2012

AH, O AMOR!

E, nada sabendo sobre o amor
Estendeu a mão para ela e disse:


- Vem comigo, vai dar tudo certo!


Ela foi.
Não durou três meses.

12 abril, 2012

TEMPO...

Mas o tempo (sempre ele!) não compreende a nossa necessidade
"preciso de mais um pouco de tempo"
e passa, passa, passa...
E quando a gente menos espera,
já foi.

09 março, 2012

EU TE A... #gasp-gasp#

- Prometi a mim mesmo que não digo mais “eu te amo!” pra mulher nenhuma.

- Mas... e se aparecer a mulher da sua vida?

- Ela vai ter que conviver com isso. Ou melhor, sem isso.

- E se aparecer aquela vontade incontrolável de falar isso pra ela?

- Seguro na boca, engasgo, e engulo.

- Não acha que isso é um pouco cruel?

- Ela se acostuma.

- ‘Tou falando qu’é cruel com você mesmo.

- Nada. Eu me acostumo.

03 março, 2012

VIDA DE CINEMA

CENA UM:

Bar lotado. Ele se aproxima d’Ela e oferece-lhe uma bebida. Ela aceita. Os dois bebem e riem bastante.

CENA DOIS:

Ele está sobre ela. O lençol cobre seus corpos. Transam devagar. Ao fundo, vemos através da janela a chuva cair.

CENA TRÊS:

Ele e Ela, diante do padre, dizem “Sim, eu aceito!”.

CENA QUATRO:

Ele e Ela, diante do juiz, dizem “Sim, eu quero me separar!”.

20 fevereiro, 2012

O QUE DIZER?

Junto com o gozo, veio – meio desgovernado – um “Eu te amo!”. Até ele se surpreendeu por falar isso!

Silêncio.

Depois, ela começou a mover os lábios. Ainda não sabia ao certo o que ia responder.

Um barulho na fechadura. Passos. Os pais dela chegando.

Rápido tiveram que se vestir e fazer parecer que nada faziam.


Ela nunca se sentiu tão feliz por seus pais aparecerem!

07 fevereiro, 2012

O ENDEREÇO DOS SONHOS

Finalmente o avião aterrissa! Foi uma viagem longa e cansativa.

No aeroporto pego um táxi.

Encosto a cabeça no apoio do banco, digo o endereço ao taxista e perco-me em meus pensamentos... Penso nela, em nossos dias felizes – e nos tristes também –, em todas as promessas que fizemos um ao outro. Em tudo o que a gente poderia ter sido, mas não deu. Ela não quis ou eu não quis.

Olho pela janela do carro e aquilo tudo me parece tão longe da realidade. Da minha realidade.

Vejo pedestres, vendedores ambulantes, bichos, todos disputando um pedaço da calçada. Uma eterna briga por seu território.

Pergunto-me se eles são felizes...

E eu, sou feliz?

Sou tirado dos meus pensamentos quando o carro para. Então, percebo que estou em frente a casa dela. Dei o endereço errado ao taxista. Ele está olhando pra mim, diz quanto custou a corrida e estende a mão para receber o dinheiro.

Digo que me enganei. Que aquele não é meu endereço – nunca foi meu endereço! Talvez, em meus sonhos – e desta vez falo o correto.

Ele dá partida e o carro sai. Penso em olhar para trás, mas me contenho. Porém, antes do carro entrar na rua seguinte, olho para trás.

Nunca deixei de olhar para trás.

26 outubro, 2011

THE ONE

- Fico me perguntando como será quando eu arranjar outra namorada...

- Que é que tem?

- Como é que vou arranjar outra se não consigo esquecê-la.

- Esquecer quem?!

- “Ela”.

- Que “Ela”?

- A “The One”!

- “A” “’The’ One”?

- ‘Cê entendeu. Não faz graça...

- Não existe “The One”, velho.

- Claro que existe!

- Não, não existe.

- E existe o quê?

- Um amálgama de todas as ex-namoradas.

- Hum... E a Patrícia?

- Não fala na Patrícia, porra!!

- Ainda dói?

- Dói!

- Pensei que ‘cê tinha dito que não existe “The One”.

- Sempre existe. Sempre.

16 outubro, 2011

AMOR ADOLESCENTE

- Vontade de viver um amor adolescente...
- Mas você já tem trinta anos.
- Não disse que quero ser adolescente. Disse que quero viver um amor adolescente.
- Ah, quer namorar uma adolescente? Isso é pedofilia.
- Não quero namorar uma adolescente, seu chato!! Disse que quero viver um amor adolescente!!! Sabe, aquele lance de amar desordenadamente!! Achar que aquele amor será pra sempre e o mais importante de todos!! Essas coisas...
- Hum. Então, quer pensar e agir feito um idiota. É isso?
- Você ‘tá impossível hoje.

14 março, 2011

A MORTE DO AMOR

A boca hesitante não falava
Inevitavelmente o momento do "adeus" chegou.
Ao afastar-se daquela que amava
A morte do Amor aos céus rogou

10 março, 2011

ENCONTRO

O "olá!" é dito sem o entusiasmo de outrora. Não parece haver interesse nas perguntas. Tudo é mecânico... "Como vai?"; "E o trabalho?; "'Tá tudo bem?"... Apenas cumprindo uma formalidade.
Por fim, a conversa se resume ao valor do cartão de crédito que deverá ser pago até o final do mês.
E o "tchau!" é falado com alívio...

14 abril, 2009

ELA


A tristeza não alimenta a poesia,
Só retira a vista qualificada,
Propondo viagens e visitas,
Às memórias antes evitadas.

Ela não tem charme ou estima,
Só recria dores cinzentadas,
Tudo destrói e arruína,
Impondo-nos vidas amassadas.

São tantas noites mal-dormidas!
Tanto choro, tanto arquejo...
Que largamos a luta combalida,
Enterrando, enfim, nosso desejo.

E até a arte nos destesta,
Quando a morte, seca, vejo.
Aí, nada mais nos resta,
Apenas seu doce frio beijo.

09 abril, 2009

CAMINHO


Eu conheço esse atalho:
Teu forcado, meu arado.

Já vesti teu sorriso:
O sentido do meu abrigo.

Já li teus poemas:
Tuas cenas? minhas algemas.

Mas agora... jão não peco.
Teus laços? Me despeço.