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06 janeiro, 2013

METAMORFOSE


Comprei teu perfume e, à noite, borrifo sobre a cama.
Ouço todas as tuas músicas preferidas. Até as qu’eu mais odeio.
Refaço vários caminhos outrora percorridos por ti.
Adquiri todos os teus vícios.
De repente, transformei-me em ti. E só então entendi por que me deixaste.

16 julho, 2012

RAPAZ COMUM...


O sujeito tinha um rosto tão comum, mas tão comum, qu'ele se parecia muito com um Fulano que era a cara de outro Fulano!

03 março, 2012

VIDA DE CINEMA

CENA UM:

Bar lotado. Ele se aproxima d’Ela e oferece-lhe uma bebida. Ela aceita. Os dois bebem e riem bastante.

CENA DOIS:

Ele está sobre ela. O lençol cobre seus corpos. Transam devagar. Ao fundo, vemos através da janela a chuva cair.

CENA TRÊS:

Ele e Ela, diante do padre, dizem “Sim, eu aceito!”.

CENA QUATRO:

Ele e Ela, diante do juiz, dizem “Sim, eu quero me separar!”.

07 fevereiro, 2012

O ENDEREÇO DOS SONHOS

Finalmente o avião aterrissa! Foi uma viagem longa e cansativa.

No aeroporto pego um táxi.

Encosto a cabeça no apoio do banco, digo o endereço ao taxista e perco-me em meus pensamentos... Penso nela, em nossos dias felizes – e nos tristes também –, em todas as promessas que fizemos um ao outro. Em tudo o que a gente poderia ter sido, mas não deu. Ela não quis ou eu não quis.

Olho pela janela do carro e aquilo tudo me parece tão longe da realidade. Da minha realidade.

Vejo pedestres, vendedores ambulantes, bichos, todos disputando um pedaço da calçada. Uma eterna briga por seu território.

Pergunto-me se eles são felizes...

E eu, sou feliz?

Sou tirado dos meus pensamentos quando o carro para. Então, percebo que estou em frente a casa dela. Dei o endereço errado ao taxista. Ele está olhando pra mim, diz quanto custou a corrida e estende a mão para receber o dinheiro.

Digo que me enganei. Que aquele não é meu endereço – nunca foi meu endereço! Talvez, em meus sonhos – e desta vez falo o correto.

Ele dá partida e o carro sai. Penso em olhar para trás, mas me contenho. Porém, antes do carro entrar na rua seguinte, olho para trás.

Nunca deixei de olhar para trás.

12 dezembro, 2011

TIPO DE CARA

Sabe aquele tipo de cara que ela sempre liga quando precisa de um ombro pra chorar?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que, quando ela tem uma novidade, conta pra ele, pois torce MUITO por ela?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que, quando ela ‘tá mal, ele tem as palavras exatas que vão consolá-la?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que ela adora ter por perto, pois a faz rir bastante?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que ela JAMAIS vai ficar porque ele é “legal demais”[!]?
Pois é... Sou eu. ¬¬’

20 novembro, 2011

SIMPÁTICO

Sentado, ele olhava a paisagem pela janela do ônibus. Usava fones nos ouvidos.

Uma mulher que estava sentada ao seu lado, o cutucou e disse:

- Eu não ‘tou conseguindo ouvir.

Ele olhou para ela, fez um gesto para indicar que não tinha entendido.

Ela o cutuca novamente e repete:

- Eu não ‘tou conseguindo ouvir.

Tirou os fones dos ouvidos.

- O que a senhora disse?

- Que não ‘tou conseguindo ouvir.

- O quê?

- O que ‘cê ‘tá ouvindo.

- Isso deve ser porque os fones estão nos meus ouvidos, não? – ironizou.

- Sim, claro. Mas mesmo assim, sempre dá pra ouvir um pouquinho. Eu gosto de saber o que as pessoas ouvem.

- Ah. – disse sem mostrar nenhum interesse. - Acontece que a senhora não ‘tá conseguindo ouvir porque eu não ‘tou ouvindo nada. Na verdade, eu detesto música! ‘Tou apenas com os fones.

- E por que faz isso? – perguntou curiosa.

- Para evitar que as pessoas puxem conversa comigo. Odeio falar com desconhecidos. Não tenho paciência e nem gosto de parecer simpático.

Ela deu um sorriso forçado. Olhou à sua volta, viu um lugar vazio e foi sentar lá.

Ele colocou novamente os fones nos ouvidos e continuou a observar a paisagem pela janela. Em silêncio.

26 outubro, 2011

THE ONE

- Fico me perguntando como será quando eu arranjar outra namorada...

- Que é que tem?

- Como é que vou arranjar outra se não consigo esquecê-la.

- Esquecer quem?!

- “Ela”.

- Que “Ela”?

- A “The One”!

- “A” “’The’ One”?

- ‘Cê entendeu. Não faz graça...

- Não existe “The One”, velho.

- Claro que existe!

- Não, não existe.

- E existe o quê?

- Um amálgama de todas as ex-namoradas.

- Hum... E a Patrícia?

- Não fala na Patrícia, porra!!

- Ainda dói?

- Dói!

- Pensei que ‘cê tinha dito que não existe “The One”.

- Sempre existe. Sempre.

16 outubro, 2011

AMOR ADOLESCENTE

- Vontade de viver um amor adolescente...
- Mas você já tem trinta anos.
- Não disse que quero ser adolescente. Disse que quero viver um amor adolescente.
- Ah, quer namorar uma adolescente? Isso é pedofilia.
- Não quero namorar uma adolescente, seu chato!! Disse que quero viver um amor adolescente!!! Sabe, aquele lance de amar desordenadamente!! Achar que aquele amor será pra sempre e o mais importante de todos!! Essas coisas...
- Hum. Então, quer pensar e agir feito um idiota. É isso?
- Você ‘tá impossível hoje.

25 março, 2011

26 janeiro, 2009

A procura incessante


Caro leitor de blogs, azarado por natureza, provavelmente nasceu já inserido na web e provavelmente não chegou a ler livros em sua versão original, ou melhor em sua versão de papel.

Amigo ou amiga anônima, que se diverte com textos bem ou mal escritos escritos, seja pela qualidade ou pela originalidade, perde noites em claro buscando o santo graal dos blogs, aquele blog que irá lhe entender, pois será divertido sem ser vulgar, será inteligente sem ser intelectual, será moderno, porém real, o super blog, o blog divino.

Você passará horas e mais horas na frente dele, perderá projetos importantes no trabalho, amigos deixarão de conversar com você ao vivo, sua família perderá contato, até seu cachorro morrerá de fome devido a sua ausência existencial.

Mas tudo será recompensado pelo novo post, perfeito como sempre. Único, pelo menos pelos os próximos trinta segundos.

19 outubro, 2008

Sequestro em Santo André - A Ótica Sentimental


A ação policial, o sensacionalismo das TVs, o desespero das famílias, a oração dos desconhecidos e fé que tudo terminasse bem, deixo para a imprensa.

Quero comentar sobre o sentimento doentio, porém plausível de um rapaz de 22 anos e só.

A solidão e o ciúme, são sentimentos que juntos podem causar muito estrago, mas sozinhos ainda são inofensivos aqueles que os dominam, porém tudo fica perigoso quando adicionado a esses sentimentos, o indíviduo tem a sensação da indiferênca do outro e aliado aos três sentimentos à falta de perspectiva, acabamos de criar um bomba psicológica.


Bomba esta que na maioria dos indivíduos desencadearia a sensação de desespero, em uma minoria podendo gerar até uma depressão profunda e em outra parcela até um suícidio, mas a nossa personagem principal (Lindemberg), faz parte de um seleto grupo que nascem com aquela pitada de loucura, loucura racional que perverte o cérebro e ilude a alma.

Não acredito que a menina tenha culpa nenhuma, mas também não acho que ele seja culpado (mesmo assim tem que ser punido, pois até os inocentes devem ser responsabilizados pelos seus atos diretos). Acredito apenas que esse caso deve servir de exemplo para os apaixonados compreenderem que o amor é o sentimento mais próximo do ódio, quanto mais extremos eles sejam, menor será a distância milimétrica.



Pode agradecer
Jay Vaquer
Composição: Jay Vaquer

Sufoquei, não deixei você sair sem mim
Vigiei só para garantir,
Infernizei, controlei cada segundo
Liguei só pra verificar

Te cerquei, coloquei escuta, grampeei o telefone
Afastei amigos
Ameacei violência apaguei o seu passado
Odiei não estar lá

Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei você
Mas amei você...pode agradecer

Quebrei presentes sabe-se lá de quem
Rasguei fotos sei muito bem de quem
Queimei cartas que não escrevi, não
Não deixei, proibi, não permiti
Roupas, gestos, sorrisos que não consenti
Evitei que seu brilho ofuscasse o meu

Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei você
Mas amei você...pode agradecer

Chantageei e até chorei
Pena e medo sempre boas coleiras
Enrolei, explorei e até chifrei
Pequenas besteiras...

Te marquei feito um gado, fui seu dono
E tranquei, castiguei, vampirizei
Fiquei puto por não conseguir controlar o seu pensamento
Mas amei você...amei você
Mas amei você...yeah, yeah
Mas amei você...amei você
Mas amei você...pode agradecer

Assistam o vídeo desta música:

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Será que essa música combina mesmo com o Lindenberg, sei lá?