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09 abril, 2013

O BICHO-DEUS


Vi ontem um bicho
Na imundície do templo
Catando fé entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não questionava se era sincero:
Apertava contra si com voracidade.

O bicho não era um pobre,
Não era um deficiente,
Não era um homem.

O bicho, meu caro, era Deus.




[da série "Desconstruindo Grandes Poemas". A partir do poema "O Bicho" de Manoel Bandeira]

09 maio, 2012

AH, O AMOR!

E, nada sabendo sobre o amor
Estendeu a mão para ela e disse:


- Vem comigo, vai dar tudo certo!


Ela foi.
Não durou três meses.

14 março, 2011

A MORTE DO AMOR

A boca hesitante não falava
Inevitavelmente o momento do "adeus" chegou.
Ao afastar-se daquela que amava
A morte do Amor aos céus rogou

14 abril, 2009

ELA


A tristeza não alimenta a poesia,
Só retira a vista qualificada,
Propondo viagens e visitas,
Às memórias antes evitadas.

Ela não tem charme ou estima,
Só recria dores cinzentadas,
Tudo destrói e arruína,
Impondo-nos vidas amassadas.

São tantas noites mal-dormidas!
Tanto choro, tanto arquejo...
Que largamos a luta combalida,
Enterrando, enfim, nosso desejo.

E até a arte nos destesta,
Quando a morte, seca, vejo.
Aí, nada mais nos resta,
Apenas seu doce frio beijo.

12 abril, 2009

Lancinante

De novo aqui, caro cupido?
Teus voôs rasos e olhar sagaz
Ao observar as pessoas sobre o cais.
Gente fria de andar ríspido.

Observa a todos esses seres,
Invejo a liberdade deles
E por isso os odeia a esmo,
Com ódio inspirado nos mesmos.

Sofrimento em todo o lugar.
Sentimento que turva a alma.
Cheiro fétido que polui o ar.

Análise finda, parte à ação.
Como não pode curar feridas,
As inflama, com flechas de paixão.