16 maio, 2013
A AVE
29 abril, 2013
A DANÇA*
(*) conto inspirado nas músicas "Valsinha" e "Bandolins".
09 abril, 2013
O BICHO-DEUS
Vi ontem um bicho
Na imundície do templo
Catando fé entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não questionava se era sincero:
Apertava contra si com voracidade.
O bicho não era um pobre,
Não era um deficiente,
Não era um homem.
O bicho, meu caro, era Deus.
08 março, 2013
SOU MULHER!
Sou amor
Sou dor
Sou de verdade
06 janeiro, 2013
METAMORFOSE
27 novembro, 2012
POBRE POETA
E o que dizia era poesia
Sendo poesia,
30 outubro, 2012
CONFLITO
http://www.youtube.com/watch?v=YGRO05WcNDk
01 outubro, 2012
VINTE ANOS DEPOIS...
Quatro amigos - inseparáveis, à época - estavam, durante todo o encontro, inseparáveis, conversando sobre tudo!
- Bem, depois da formatura… Trabalhei numa exportadora, casei, separei, casei, fui promovido, separei, fui demitido, fui contratado numa multi, casei e fui promovido.
Todos soltaram um "humm…" como se tivesse sido ensaiado.
- Eu… Entrei pra uma multi, viajei, viajei, viajei, casei, viajei, viajei e voltei pra presidir a multi aqui.
- Hmm… Abri minha empresa, casei, separei, casei, separei, casei, separei, casei, separei, casei com a terceira de novo e separei… Quase falido só de pagar pensão.
Todos riram.
- Depois da formatura… Continuei morando com meu pais. Moro até hoje. Sou sustentado por eles.
Silêncio.
- Vida louca, hein?! - um deles comenta.
- Ô! Agitada… - reponde ele.
28 setembro, 2012
SONETO DO AMOR CABAL
Me recebe com ar de candura
Seu sexo me deixa extasiado
Sem cerimônia, ela cobra seu valor
04 julho, 2012
UM NOME PRA CHAMAR DE MEU
21 junho, 2012
NÃO SERIA MAIS FÁCIL?
30 maio, 2012
AMOR DEMAIS
18 abril, 2012
DESABAFO DE UM TÍMIDO*
Sempre fui um tímido. Nunca consegui evitar isso.
Mas naquele dia... Não sei bem o que me aconteceu! Senti-me corajoso. E quase sem conseguir ordenar as palavras disse à Dorinha – o grande amor da minha vida desde os meus seis anos – o quanto gostava dela. Que a amava! Na verdade, desde sempre!
Ela ficou mascarada. Encheu-se de si à medida qu’eu mais e mais a exaltava.
Com o tempo, aproximei-me cada vez mais e fazia visitas regulares à sua casa... O golpe é que, como sempre fui uma boa pessoa, o pai dela e todos na casa, gostavam muito de mim. Até consegui permissão para levá-la ao cinema! E foi aí que começou a minha desgraça... Ao sairmos do cinema, topamos com um casal. Depois disso, quase que como efeito de prestidigitação, Dorinha foi ficando murcha e, por fim, quando chegamos a sua casa, confessou que amava o sujeito lá. Casado! Vê! Falou que, sendo ou não casado, era dele que gostava e que não queria me namorar. Então, disse-me “adeus”! E apesar da dor, compreendi e fui atrás de viver minha vida.
Dela, soube dia desses que Seu Osmany [um vizinho] a viu de braços dados e assim, assim com o Fulano.
Enfim. Minha vida seguia normalmente até que, há pouco, o pai da Dorinha chegou e, aos gritos de “engravidaste minha filha, patife”, deu-me um tiro na cabeça. Morri.
*Texto inspirado em texto – sem título – de Nelson Rodrigues do Livro “Pouco Amor, Não É Amor”.