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02 fevereiro, 2009

Brasil é 8º em ranking de transparência do gasto público

GUSTAVO URIBE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Brasil está na oitava posição do ranking de países de maior transparência na administração dos gastos públicos, de acordo com relatório divulgado ontem pelo International Budget Partnership (IBP), instituto americano responsável por analisar e monitorar a transparência de governos na divulgação de seus gastos.

Em estudo realizado com 80 países durante o ano passado, o relatório aponta que cerca de 80% deles não prestam contas de seus gastos.Para medir a diferença no grau de transparência entre os países, o instituto criou o Open Budget Index, que vai de 0 a 100%. No ranking da IBP, o governo federal brasileiro atingiu 74%, ficando à frente da Alemanha (64%), Índia (60%) e Rússia (68%). O relatório aponta que os dados fornecidos aos brasileiros quanto aos gastos públicos são "satisfatórios", elogiando o compromisso do Brasil em divulgar seus dados e a possibilidade da população de acompanhar os gastos e planos anuais de governo.

No entanto, o IBP indica que o País tem "certa dificuldade em monitorar os seus gastos" e só os publica uma vez por ano, uma vez que o ideal seria publicá-los a cada semestre. Outra crítica ao Brasil é a falta de clareza na divulgação das informações, que, em "linguagem técnica", torna pouco acessível o entendimento do público em geral, com o que concorda o coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), João Roberto Lopes, entidade responsável pelo envio de informações ao IBP. "No Brasil, é possível acompanhar os dados orçamentários pela internet, com um bom nível de detalhamento, embora a linguagem usada não seja tão compreensível a todos", disse.

Segundo Lopes, apesar da boa classificação, o Brasil apresenta gargalos na divulgação das contas do governo, principalmente em estatais como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF). "O orçamento não contempla os gastos das grandes estatais, o que permite irregularidades e investimentos que não são de interesse da população", afirmou.

Os mais e menos transparentes

Os países que apresentaram informações insuficientes, segundo o ranking, foram Sudão (0), Arábia Saudita (1%), Argélia (1%), República Democrática do Congo (2%) e São Tomé e Príncipe (2%). Outros que também apresentaram níveis de baixa transparência foram Bolívia (6%), Honduras (11%) e China (14%).

Alguns países foram classificados como altamente transparentes e disponibilizam grande quantidade de dados para a população durante o processo orçamentário, como Reino Unido (88%), África do Sul (87%), França (87%), Nova Zelândia (86%) e Estados Unidos (82%).

Dentre os mais transparentes, há tanto países desenvolvidos quanto nações em desenvolvimento. A presença da África do Sul, bem como Eslovênia, Sri Lanka e Botsuana (todos fornecendo informações significativas para suas populações), demonstra que países em desenvolvimento, segundo o relatório, podem obter transparência se houver vontade suficiente dos seus governos de serem abertos e de prestar contas a sua população.

Fonte:
http://www.estadao.com.br/
http://www.internationalbudget.org/


Comentário pessoal:
Indepedente de cor partidária ou ideológica, essa é uma notícia que faz bem para o ego. Afinal somos vitoriosos em campanhas, mas os títulos nunca são honrosos.

Tudo está perfeito. Certo? Muito pelo contrário, porém a transparência nos gastos ajuda a fiscalização por parte da sociedade e influencia no bom aproveitamento do nosso dinheiro. Parabéns gestores, melhorem ainda mais!

04 outubro, 2008

Especial Eleições - Analfabeto Político



O Analfabeto Político
Bertolt Brecht



O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões
políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o
peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância
política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e
multinacionais.



Não falei de política, pois não tive vontade e falo hoje pois acredito que a leitura não influenciará votos e isso para mim é muito importante. Porém convoco você a ação, após o escrutínio eleitoral, o jogo começa e não importa se o seu candidato venceu ou não, afinal isso não é futebol nem concurso musical, o importante é se você vai agir diferente da maioria.

Seja um agente de mudança, cobre dos candidatos, mas também cobre de você mesmo.
Fique atento ao que te cerca. A economia e a política te influencia diretamente.
Debata sobre o tema, mas seja ético, respeite a opinião alheia e não aceite desvios.
Esteja preparado para a revolução que o nosso país está passando e escolha se vai ser espectador ou artista de novo país.

Boa sorte, para sua cidade.

Um vídeo bem interessante de um programa mais interessante ainda:
http://www.youtube.com/watch?v=CUbOlQXARkw&feature=related