25 outubro, 2014
18 abril, 2012
DESABAFO DE UM TÍMIDO*
Sempre fui um tímido. Nunca consegui evitar isso.
Mas naquele dia... Não sei bem o que me aconteceu! Senti-me corajoso. E quase sem conseguir ordenar as palavras disse à Dorinha – o grande amor da minha vida desde os meus seis anos – o quanto gostava dela. Que a amava! Na verdade, desde sempre!
Ela ficou mascarada. Encheu-se de si à medida qu’eu mais e mais a exaltava.
Com o tempo, aproximei-me cada vez mais e fazia visitas regulares à sua casa... O golpe é que, como sempre fui uma boa pessoa, o pai dela e todos na casa, gostavam muito de mim. Até consegui permissão para levá-la ao cinema! E foi aí que começou a minha desgraça... Ao sairmos do cinema, topamos com um casal. Depois disso, quase que como efeito de prestidigitação, Dorinha foi ficando murcha e, por fim, quando chegamos a sua casa, confessou que amava o sujeito lá. Casado! Vê! Falou que, sendo ou não casado, era dele que gostava e que não queria me namorar. Então, disse-me “adeus”! E apesar da dor, compreendi e fui atrás de viver minha vida.
Dela, soube dia desses que Seu Osmany [um vizinho] a viu de braços dados e assim, assim com o Fulano.
Enfim. Minha vida seguia normalmente até que, há pouco, o pai da Dorinha chegou e, aos gritos de “engravidaste minha filha, patife”, deu-me um tiro na cabeça. Morri.
*Texto inspirado em texto – sem título – de Nelson Rodrigues do Livro “Pouco Amor, Não É Amor”.
12 dezembro, 2011
TIPO DE CARA
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que, quando ela tem uma novidade, conta pra ele, pois torce MUITO por ela?
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que, quando ela ‘tá mal, ele tem as palavras exatas que vão consolá-la?
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que ela adora ter por perto, pois a faz rir bastante?
Sou eu.
Sabe aquele tipo de cara que ela JAMAIS vai ficar porque ele é “legal demais”[!]?
Pois é... Sou eu. ¬¬’
20 novembro, 2011
SIMPÁTICO
Sentado, ele olhava a paisagem pela janela do ônibus. Usava fones nos ouvidos.
Uma mulher que estava sentada ao seu lado, o cutucou e disse:
- Eu não ‘tou conseguindo ouvir.
Ele olhou para ela, fez um gesto para indicar que não tinha entendido.
Ela o cutuca novamente e repete:
- Eu não ‘tou conseguindo ouvir.
Tirou os fones dos ouvidos.
- O que a senhora disse?
- Que não ‘tou conseguindo ouvir.
- O quê?
- O que ‘cê ‘tá ouvindo.
- Isso deve ser porque os fones estão nos meus ouvidos, não? – ironizou.
- Sim, claro. Mas mesmo assim, sempre dá pra ouvir um pouquinho. Eu gosto de saber o que as pessoas ouvem.
- Ah. – disse sem mostrar nenhum interesse. - Acontece que a senhora não ‘tá conseguindo ouvir porque eu não ‘tou ouvindo nada. Na verdade, eu detesto música! ‘Tou apenas com os fones.
- E por que faz isso? – perguntou curiosa.
- Para evitar que as pessoas puxem conversa comigo. Odeio falar com desconhecidos. Não tenho paciência e nem gosto de parecer simpático.
Ela deu um sorriso forçado. Olhou à sua volta, viu um lugar vazio e foi sentar lá.
Ele colocou novamente os fones nos ouvidos e continuou a observar a paisagem pela janela. Em silêncio.
18 novembro, 2011
06 setembro, 2010
03 dezembro, 2009
VERDADES INCONTESTÁVEIS
18 novembro, 2009
HUMOR AFRO-DESCENDENTE
- Não, por quê?
- Porque recebeu a conta de gás!
16 novembro, 2009
QUANDO UM BURACO É A MELHOR COISA A SE TER POR PERTO!
- Opa, rapaz!! Pelo qu'eu 'tou vendo, passou no vestibular, hein?! Parab...
Ele me interrope:
- Não, não passei. 'Tou com câncer.
- ...
Acho que completar a frase agora não ia fazer muito sentido, né?!

