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28 setembro, 2012

SONETO DO AMOR CABAL

Cheiro de suor, bebida e esperma
O quarto é pequeno e sufocante
Deitada na cama me espera
Minha mais sincera amante

Me recebe com ar de candura
Com força, beijo minha amada
Seu corpo, invado sem mesura
Gemendo, ela mexe a cada estocada

Seu sexo me deixa extasiado
Dentro dela, fujo de toda dor
Após o gozo, permaneço deitado

Sem cerimônia, ela cobra seu valor
Aponta para a porta ao lado
“’Cê precisa ir, tenho mais clientes, meu amor.”

12 dezembro, 2011

TIPO DE CARA

Sabe aquele tipo de cara que ela sempre liga quando precisa de um ombro pra chorar?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que, quando ela tem uma novidade, conta pra ele, pois torce MUITO por ela?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que, quando ela ‘tá mal, ele tem as palavras exatas que vão consolá-la?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que ela adora ter por perto, pois a faz rir bastante?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que ela JAMAIS vai ficar porque ele é “legal demais”[!]?
Pois é... Sou eu. ¬¬’

10 março, 2011

ENCONTRO

O "olá!" é dito sem o entusiasmo de outrora. Não parece haver interesse nas perguntas. Tudo é mecânico... "Como vai?"; "E o trabalho?; "'Tá tudo bem?"... Apenas cumprindo uma formalidade.
Por fim, a conversa se resume ao valor do cartão de crédito que deverá ser pago até o final do mês.
E o "tchau!" é falado com alívio...

16 dezembro, 2010

LEMBRANÇAS DE UMA NOITE INFINITA

Estavam os dois deitados no chão contemplando o céu.
Com uma mão faziam carinho um no outro. Com a outra mão espantavam os mosquitos.

- Aqui 'tá cheio de muriçoca.
- Nome bonito...
- O quê?
- Muriçoca. É um nome bonito.
- Hum.
- Mu-ri-ço-ca. Lembra: pa-ço-ca.

Ele virou-se para ela e olhou firme em seus olhos. Olhos que refletiam a luz da lua. Refletiam também uma doçura, inocência e ingenuidade que faziam parecer pueril aquele comentário bobo.
Os dois riram.
Sentiu que estava sendo invadido por um amor tão profundo e intenso que atravessaria os tempos. Então, apertou com força a mão dela.

02 março, 2009

PROMETEU SEM PROMESSAS

Do que é feito o amor?
De onde vem sua infalível chama?
Como resistir ao torpor,
De se ter, enfim, a quem se ama?

Eu não sei. Nem mesmo ligo.
Meu amor era azêmola,
Filho torto de Sísifo.

Quando acordava, tecia seus poemas
(Amargos doces do destino),
Ao dormir - grande hiena,
Devorava meus sentidos.

Ao entrar, perfilado, paria-me esperanças.
Ao sair, jeremíaco, deixa-me às traças.
Ele novo – eu criança.
Ele longe – aonde graça?