14 março, 2011

A MORTE DO AMOR

A boca hesitante não falava
Inevitavelmente o momento do "adeus" chegou.
Ao afastar-se daquela que amava
A morte do Amor aos céus rogou

10 março, 2011

ENCONTRO

O "olá!" é dito sem o entusiasmo de outrora. Não parece haver interesse nas perguntas. Tudo é mecânico... "Como vai?"; "E o trabalho?; "'Tá tudo bem?"... Apenas cumprindo uma formalidade.
Por fim, a conversa se resume ao valor do cartão de crédito que deverá ser pago até o final do mês.
E o "tchau!" é falado com alívio...

18 janeiro, 2011

NINFO

Caro Doutor Moura,

Estou escrevendo para pedir-lhe ajuda. Pois estou casada com uma máquina de fazer sexo!
O meu marido, Leocádio, independentemente do que eu esteja fazendo: passando roupa, lavando louça, dormindo, etc., vive fazendo sexo comigo! Não me dá um descanso.
Eu até gosto, é verdade, mas isso está acabando com as minhas forças. Não consigo fazer mais nada.
Portanto, eu quero saber se existe algumagajkdh aoIHDo i óihd ohhhh aaaahhhh rrraaa khdhaoih uaygc oah iodyhv sd aaaaaaiiiiiiiiiiii ôôôôôÔôÔ uuuuuuuu rrrrrrr gghghghghghg uouuuuuuuu

16 dezembro, 2010

LEMBRANÇAS DE UMA NOITE INFINITA

Estavam os dois deitados no chão contemplando o céu.
Com uma mão faziam carinho um no outro. Com a outra mão espantavam os mosquitos.

- Aqui 'tá cheio de muriçoca.
- Nome bonito...
- O quê?
- Muriçoca. É um nome bonito.
- Hum.
- Mu-ri-ço-ca. Lembra: pa-ço-ca.

Ele virou-se para ela e olhou firme em seus olhos. Olhos que refletiam a luz da lua. Refletiam também uma doçura, inocência e ingenuidade que faziam parecer pueril aquele comentário bobo.
Os dois riram.
Sentiu que estava sendo invadido por um amor tão profundo e intenso que atravessaria os tempos. Então, apertou com força a mão dela.

31 outubro, 2010

Status quo

Enraizado na mente
Todo mundo quer ter
Faz disso o meio de viver

Dinheiro e nenhuma razão
Só modelos fictícios
De um mundo sem noção

Saia desse vício do Igual
Do querer ter
E apenas seja

Caia na real
Você está perdendo seu tempo
Cismando com algo tão elemental

Deixe disso e Agregue-se
A esse Movimento
Trace seu caminho

Liberte-se do Status quo

21 setembro, 2010

Deusa Verde

Gente estranha, música alta, mulheres possíveis e impossíveis, alguns amigos e muitos desconhecidos. Muita gente, pouco espaço.

Tudo parecia normal rotineiro, eis que no canto qualquer, surge uma deusa: altura exata, pernas torneadas, seios do diâmetro da minha mão, pele branca igual ao meu espanto, cabelos negros como a minha alma.

Ela dançava freneticamente, como se a vida fosse o único palco e a dança um conexão com Deus, que orgulhoso assistia sua criação.

A Deusa parece dominar aquele espaço, pouco mais de um metro e meio de uma circunferência perfeita, talhada por algum artista cósmico, quem em seus sulcos, jogou sal, pois impedia que vampiros sedentos, sequer sentissem o seu cheiro.

Os seres que a cercavam começaram a desaparecer um a um, como uma medusa ao avesso todos viraram estátuas de espelho, não existiam mais pessoas ou objetos só ela e o tempo, que rendido parou.

06 setembro, 2010

16 agosto, 2010

Amor e o Gelo

Vê-la ao longe fez meu coração palpitar
Logo lembrei das tardes quentes que passamos
Do doce engodo de corpos que credos, se entregavam

Vê-la em detalhes fez o meu coração desacelerar
Lembrava dos dias que preferi a TV ao engodo,
Preferia a fé em meu time ao toque de suas mãos

Sentir o seu cheiro me deu náuseas
O perfume barato era a ponta do um Iceberg,
Coberto de suas roupas simples e maquiagem infantil

Ouvir sua voz, me deixou confuso ...
Por apenas um momento,
Pois gemidos não sobrepõem-se a frases vazias

Foi o Oi mais lento da história...

02 agosto, 2010

MIXÓRDIA - MISTURA DESORDENADA DE FRAGMENTOS


Minha peça estará em cartaz nos dias 04 [quarta=feira] e 05 [quinta-feira] de agosto em dois horários, às 19h e às 21h. No palco principal do Theatro José de Alencar. GRATUITO!


Sinopse:
MIXÓRDIA, como seu próprio significado, é mistura, desordem e fragmentos.

O espetáculo quer falar dos bastidores de uma Companhia Teatral, mais que isso, ele quer expor a vida dos artistas, melhor, deseja revelar angústias, processos criativos, momentos profissionais, pessoais. O limite entre arte e vida. Quando o artista deve separar? Ele, o artista, não possui este privilégio, pois seu material de trabalho é a sua própria vida, suas próprias emoções.

Mixórdia é uma exposição dos prazeres e das dores enfrentadas por aqueles que desejam ser aceitos na arte, o reconhecimento artístico. Parte do texto, do metateatro, da família, do descaso por parte do poder público, mas acima de tudo, da crença na arte.

Olhem um trecho do ensaio no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=ubmJWHX0Hn4

18 junho, 2010


Estava almoçando em um dia rotineiro, quando fui surpreendido pela conversa de duas moças (uma loira muito bonita e uma morena) que olhavam um outdoor, que continha uma declaração de amor:

Loira: - Esse cara dever ser muito apaixonado, mesmo!
Morena: - Ele, deve ser muito é besta!
Loira: - Ah, a intenção é ótima! Mas isso é coisa de Veado!

Vai entender!

Ensaio sobre um adeus.

"Aliás, nem tudo está para suceder amanhã, há coisas que só depois de amanhã".

" (...) ao contrário do que se julga e pôs a correr foi um botânico o autor da célebre frase, Uma rosa é uma rosa é uma rosa, um poeta teria dito apenas, Uma rosa, o resto caberia no silêncio de contemplá-la". 

Vai o homem, fica a obra. Quer prêmio maior para um escritor do que isso?!
                                                                                Rober Pinheiro


Postado por: Wacinon
Hora: do adeus
Data real: 18/06/2010                                                                               

07 junho, 2010

Vontade ou Saudade

O tempo costuma turvar lembranças.
Faz com que imagens comuns tornem-se fantásticas
Faz com que o fantástico torne-se óbvio.

Sinto algo por ti que parece, às vezes, óbvio,
Mas na verdade sempre foi confuso.
Se no passado a confusão foi algo bom...

Pois nos momentos de incerteza parecia um porto seguro,
Hoje o algo, é um furação ainda rodopia dentro de uma alma calejada.
Ter feito parte desse rodopio, foi intenso mas esclarecedor.

Se não esclareceu o que eu sinto,
Definiu o que eu não posso sentir por você.

Hoje me pergunto se é a saudade de um instante bom,
ou a vontade em um outro improvável momento que ainda...

me faz sentir enjôos.

04 abril, 2010

A solidão de uma imagem que se perde no nada...

Alguns filmes caminham por uma narrativa simples e convencional, com imagens já conhecidas (no ponto de vista do que vemos no enquadramento e não da textura da imagem) justamente para envolver mais o espectador no que pretende contar. Aí o interrese surje não na maneira de como se conta, mas o que se conta. E dessa forma penetra no interior, no imaginário do espectador e o faz refletir em si mesmo, como os filmes do Clint Eastwood.
Mas há filmes que de repente , no meio dessa simples e maravilhosa narração (quando é bem narrada) surge uma imagem arrebatadora, cheio de significados, mágica, mas que vive na solidão. Pq não compartilha com o filme sua intensidade. E penso que nenhuma imagem deve desmerecer a outra, todas, até as banais , tem que ser importante, que a imagem que vem a seguir ganhe peso pela reação da anterior, pura acão e reação (outra vez Clint Eastwood, que ao meu ver é o mestre atual, no que se diz respeito a tradição do cinema americano de narrar uma história simples , porém, profunda, que outrora, John Ford). No outro caso é como se o diretor tivesse escolhido essa cena como se fosse sua preferida, aquela que ele devotou mais tempo, cuidado, um apreço por um aplauso!
E as outras imagens, são simples coadjuvantes? Será que é esse o dever de um pai? Acolher um filho e negligenciar os outros?

Pois assim eu digo, um homem(cineasta) desses é um deliquente!!!! Exemplos dessas infâmias eu encontrei e percebi num diretor que eu gostava, mas depois que assistir esse ultimo filme dele, me fez querer voltar aos outros que fizera, para vijiar, se isso foi um deslize ou se é a sua obra. Seu nome é David Fincher. E o filme a qual eu menciono é O Curioso Caso de Benjamin Burton, um filme que diz uma coisa e mostra outra... Que pretende poesia, mas se esquece que as palavras pertece a escrita e não ao visual. Que pretende filosofia, com seus folhetins de frases de bolsos. Que pretende humano, mais que é demasiadamente marketing, como na cena final, revelando a ontológica destinação dos personagens , naquele movimento de câmera direcionando-se ao mesmo, que acena e dá um sorriso. É ou não é uma cópia roubada de qualquer propaganda de plano de saúde,sei lá,via hapvida...