13 junho, 2009

CONDIÇÃO





Eu tenho uma amiga que anda chovendo...
(serão pingos derramados na madrugada?)

Ela é tão linda quanto os pixels me permitem supor,
E, de alguma forma, me conecto à sua dor.

Somos irmãos de blog, doando emoções,
Por páginas e telas coloridas.
Implorando à cibernéticos ermitões,
Que comentem suas visitas.

Talhamos em teclas confidentes,
Nacos de nossas fraquezas,
Esperando – um pouco reticentes,
Dicas para superar tristezas.

- Os poetas escrevem melhor nas sombras!
Disse, certo dia, um letrado,
- Mas precisava ser tão escuro?
Resmungo eu, cabisbaixo...

A Hosana, minha índia lírica,
Desejo sorrisos em profusão,
Melhor antídoto não há,
Para superar qualquer má condição.

12 junho, 2009

Ah Saudade!

Saudades,
Do teu sorriso,
Da tua face

Tudo em ti me alucina.
Faz da minha vida um paraíso,
Faz ter-me a vontade de tornar menino
De poder realizar os meus sonhos perdidos no tempo

Perdi-me no emaranhado da vida,
Das variações do meu cotidiano.
Esse cotidiano que me afoga na rotina
Quando lembro de ti
Me refaço de novo,
Tentando assim ti conquistar de novo
Só tu trazes de volta a minha essência,
Me da uma nova vida

11 junho, 2009

Informática

*Esse povo que trabalha por telefone tambémsofre... Coitados!!!

Veja o que aconteceu em um Suporte Técnico de Informática.
Esta é uma historia verídica que ocorreu em uma famosa empresa de São Paulo.
Não precisaria dizer que a pessoa que trabalhava nos uporte foi demitida, mas ''ela esta movendo um processo contra a organização, que a demitiu por ''justa causa.
Segue o diálogo entre o ex-funcionário e o cliente daempresa:

- Help desk assistência, posso ajudar?
- Sim, bem... estou tendo problema com o Word.
- Que tipo de problema?
- Bem, eu estava digitando e, de repente, todas as palavras sumiram.
- Sumiram?
- Elas desapareceram. Nada.
- Nada?
- Está preta. Não aceita nada que eu digite.
- Você ainda está no Word ou já saiu?
- Como posso saber?
- Você vê o Prompt C: na tela?
- O que é esse 'promete-se'?
- Esquece. Você consegue mover o cursor pela tela?
- Não há cursor algum. Eu te disse, ele não aceita nada que eu digite.
- Seu monitor tem um indicador de força?
- O que é monitor?
- É essa tela que parece com uma TV. Ele tem uma luzinha que diz quando está ligado?
- Não sei.
- Bom, olhe atrás do monitor, então veja aonde estáligado o cabo de força. Você consegue fazer isso?
- Acho que sim.
- Ótimo. Siga para aonde vai o cabo e me diga se ele está na tomada.
- Tá sim.- Atrás do monitor, você reparou que existem dois cabos?
- Não.- Bom, eles estão aí. Preciso que você olhe e ache ooutro cabo.
- Ok, achei.
- Siga-o e veja se ele está bem conectado na parte traseira do computador.
- Não alcanço!
- Hum. Você consegue ver se está?
- Não.- Mesmo se você ajoelhar ou se debruçar sobre ele?
- Ah, não, tá muito escuro aqui!
- Escuro?
- Sim, a luz do escritório tá desligada, e a única luz que eu tenho vem dajanela, lá do outro lado.- Bom, acenda a luz então!
- Não posso.
- Por que não?
- Porque estamos sem energia.
- Estão... sem energia...?
Longa pausa...
- Ah! ok, descobrimos o problema agora! Você ainda tem acaixa de papelão e os manuais que vieram com o seu micro?
- Sim, estão no armário.
- Bom! Então, você desconecta o seu sistema, pega tudo,empacota e leva devolta para a loja.
- Sério?? O problema é tão grave assim?
- Sim, temo que seja.
- Bom, então tá. E o que eu digo na loja?
- Diga que você é BURRO demais pra ter um computador!!!

03 junho, 2009

DESPEDIDA

Este é o último poema que teço pra você.
Não por deixar de te amar,
Mas apenas para não mais sofrer.

Escrevo de qualquer forma:
Versos longos, língua caótica,
Tolas rimas, palavras tortas,
Puro sangue, sem normas.

Quem sabe o mal que se esconde,
No peito de quem tem saudade?
Sorrisos, antes pontes,
Retiram-se em inerte maldade.

E eu tenho que dizer adeus a esse amor.
Mas se o amor me define, quem sou?

Azedume ar. Salobra água.
Hirto caminho, solitária cama.

Doce amargura remoída,
Rancor e lágrimas.
Despedida.

CONDIÇÃO


Eu tenho uma amiga que anda chovendo...
(serão pingos derramados na madrugada?)
Ela é tão linda quanto os pixels me permitem supor,
E, de alguma forma, me conecto à sua dor.

Somos irmãos de blog, doando emoções,
Por páginas e telas coloridas.
Implorando à cibernéticos ermitões,
Que comentem suas visitas.

Talhamos em teclas confidentes,
Nacos de nossas fraquezas,
Esperando – um pouco reticentes,
Dicas para superar tristezas

- Os poetas escrevem melhor nas sombras!
Disse, certo dia, um letrado,
- Mas precisava ser tão escuro?
Resmungo eu, cabisbaixo...

A Hosana, minha índia lírica,
Desejo sorrisos em profusão,
Melhor antídoto não há,
Para superar qualquer má condição.

30 maio, 2009

Pingos

Tá escorrendo pelo vidro...gota a gota.
Um pingo aqui, outro acolá.
Começou como quem não quer nada, logo após só se conseguia escutar o seu som.
Permaneci alí, parada, olhando.
-Tá chovendo forte né? - uma voz se fez. Acenei positivamente com a cabeça e voltei para o meu ritual.
Se fez branda, tornou-se forte...oscilando de intensidade.
Não consegui pensar direito em algo, eu estava fascinada pela água que atirava-se ao chão.
Eu apenas a admirava.
O céu estava sem estrelas, já não havia mais o sol...somente a chuva.
Um pingo após outro...um estralho aqui, outra gota deslizando naquele vidro transparente.
Por alguns instante me vi em um estado de paz, uma tranquilidade estarrecedora.
Não me veio nada na cabeça nenhum problema específico, ou qualquer que fosse a preocupação.
Aquele momento era meu e dela...ela cantando através da água e eu a retribindo com meu respeitoso silêncio.
Contemplando...direcionando os meus olhos aos pingos que se via.
Apenas assim, olhando através da vidraça aquele espetáculo solitário...venerando a beleza simples das gotas caindo do céu!

(Hosana Lemos)

27 maio, 2009

VER

O nosso amor? fenece.
Como morrem as margaridas.
Isso acontece...
Tudo bem, é a vida.

20 maio, 2009

Nenhuma jura

A culpa é minha.
A culpa é da minha mania de ter esperanças...de achar que ainda há uma forma, uma saída pra tudo isso.
Tento não imaginar...é quase impossível. Tento resistir, não dá.
Eu devia ter me controlado, ter contido o desejo e a vontade...foi mais forte que eu, sempre é.
E a cada vez que volto a te beijar é como se uma chama voltasse a ser acesa...
De repente vem aquele balde de água bem fria...você passa por mim e finge que nada houve, comporta-se com a maior naturalidade que se possa ter, me trata como mais uma de tua coleção.
Culpa minha não resistir a tua boca, culpa minha não saber controlar-me...culpa minha ir ao teu encontro tão facilmente.
O que mais me pertuba é o fato de você ter razão...eu não posso exigir nada te ti, nada!
E eu sinto raiva de mim mesma...raiva desses momentos de fraqueza, de atender às emoções tão cegamente.
Você não me fez promessas...não fez nenhuma jura. Nós não selamos nenhum pacto.
E eu sei que não tenho o direito de te recriminar pelo fato de passares por mim e cumprimentar-me como fazes com as demais pessoas, frio e seco...
Não assinamos nenhum contrato.
Você continua aí, fingindo normalidades...impondo a si mesmo uma neutralidade impenetrável.
E eu continua aqui, tentando copiar tua postura...culpando-me por minhas exageradas emoções, desejando que em algum momento a razão prevaleça...
A culpa? a culpa é minha...A fraqueza? a fraqueza também!

(Hosana Lemos)

MÉDICO, O MONSTRO

[Click na imagem para ampliar]

13 maio, 2009

PÚSTULA

( Foto "A Cerca" de nosso bloguer Danilo Maia)

Eu lembro de todas as risadas


Vertidas nas entranhas desta cama.


E até sinto o gosto do teu rosto:


Riso-choro de quem ama.



Lembro dos meus afagos


Em tuas costas nuas:


Nosso escambo profano,


Em úmidas carnes cruas.



Lembro de cada filme venerado,


Cada emoção digna de nossa idade.


Quanto dinheiro gasto,


Nos escuros templos desta cidade?



Escutem – demônios, meu clamor!


Venham idéias racionais!


Como supero a dor,


De vê-la sorrir em outros carnavais?



Estas memórias são navalhas.


E minha mente um esmeril.


Gasto o tempo, como um canalha,


Abortando minha alma pueril.

12 maio, 2009

360º


[...céus, que vontade de gritar...ah! o texto? Só mais um desabafo.]

...

Por que será que por um final em algo é tão difícil, complicado? Chega a ser doloroso, e como dói.
Não falo somente de amores, paixões...refiro-me ao contexto amplo da vida; da dificuldade que se tem em aceitar que um ciclo se fechou!
Um namoro, um filho que está crescendo, um fim de férias, uma vida.
No fundo é como se tratássemos como eterno tudo que nos cerca, projetamos eternidades em coisas, em fatos, em pessoas. Fechamos os olhos e nos privamos da idéia que aquilo um dia vai de alguma forma chegar ao seu ponto final.
E mesmo sabendo que nada dura para sempre, muitos choram, gritam, entram em desespero ao se depararem com o derradeiro suspiro de alguma tal coisa.
Não digo que isso seja anormal, pelo contrário, é da natureza humana! Mas porque dói tanto? Será pelo desejo do eterno, do infinito....ou pelo simples fato de que o passado foi de uma intensidade sentimental única?! Os dois fatores? Mais fatores?
Muitas vezes esqueçemos que alguns ciclos precisam ser fechados para que outros tomem vida, ganhem forma. O difícil é colocar isso na cabeça, especialmente na minha.
Eu sei muito bem que nada é para sempre, que a vida acaba e que sempre existirão novas etapas a se realizavem em minha jornada (talvez até melhores que as atuais). Então porque não aceito caladinha?Porque não fico simplesmente feliz por ter vivido um passado tão legal? E por que chorar quando um ciclo completa sua volta de 360º ?
Será medo da mudança? Medo do novo?
Mudar às vezes é doloroso, na maioria das vezes necessário...O difícil é assimilar, aceitar e compreender isso, mas eu consigo...Eu sei que consigo (assim espero)!

(Hosana Lemos)

08 maio, 2009

06 maio, 2009

SONETO EM DOR MAIOR

(foto "O Cadeado" de nosso Bloguer Danilo Maia)

A dor do amor perdido,
Em instantes sempre recriados,
Alimentam o rancor urdido
Nos segundos nunca apagados

Morremos em cada recorrência
Cada si, cada talvez...
Perdendo nossa consciência
Em esforço de vil embriaguês.

Deixe sua mente livre!
Grito-me em desatino.
Embora, tolo como um tigre,
Caçe, em vão, meu destino.