10 fevereiro, 2009

CHUVA


Lá fora chove. E aqui dentro, eu choro.
A chuva lava a janela do meu quarto.
As lágrimas lavam as janelas da minh’alma.
A chuva me acompanha no meu choro.
Eu choro. Ela chove.
O céu chora um choro cristalino.
Meus olhos chovem uma chuva amargurada.
Lá fora é choro. E eu... sou chuva.

4 comentários:

Victor disse...

Um tanto surreal!Gostei dessa mistura entre o objeto-chuva e a ação-chorar.

Mas como todo boa crítica, será que o último ponto do texto, não deveria ser uma interrogação?

J. Felipe disse...

Legal a comparação entre a chuva e o choro.
Um limpando o mundo e o outro limpando a alma. Ou será que os dois servem pra limpartar tanto a alma quanto o mundo?!

Alex Sampa disse...

Belo poema catártico! Ainda que um tanto melodramatico nas imagens-simbolos que emula, é de uma sinceridade avassaladora... quem nunca chorou com chuva atire a primeira lágrima!

Victor disse...

Rapaz, o alex está cada vez mais inpirado em seus comentários.